Pessoas com pouca experiência devem citar programas frequentados
Se informação nunca é demais, o mesmo se pode dizer de cursos em geral, avalia Eliane Figueiredo, diretora-presidente da Projeto RH, especializada em Gestão de Pessoas. Para a consultora, esses programas sempre acrescentam, tanto no âmbito técnico, quanto no desenvolvimento de habilidades e competências.
“Eles refletem que o profissional investe em seu desenvolvimento. Os cursos de curta duração podem ser especialmente indicados em momentos iniciais da carreira, quando existe muito conteúdo a ser absorvido”, explica.
Atualização - Eliane acrescenta que ao longo da vida profissional os cursos servem também como atualização, seja de uma nova técnica ¬– software ou outra ferramenta de trabalho – ou mesmo para participar de congressos e palestras de atualização, a fim de conhecer as principais novidades e tendências de mercado.
Para a médica pediatra Heloísa Aranha, de 53 anos, fazer cursos rápidos na área de informática foi o diferencial para que ela conseguisse acompanhar a evolução dos próprios programas da rede onde trabalha.
“Aqui no consultório implementamos um novo software para guardar os dados de todos os pacientes de maneira mais moderna, em substituição às antigas fichas manuais. Além de lidar com o computador, tive de aprender como esse programa funcionava em um curso específico. Foi ótimo”, diz a médica.
Seleção - Contudo, antes de listar no currículo todos os cursos já feitos ao longo da vida, é importante o profissional selecionar aqueles que mais valorizam o seu passe, aconselha a consultora.
“Se houver cursos importantes de especialização como um Master in Business Administration (MBA) ou uma pós-graduação, não é necessário mencionar os de curta duração, pois ficariam em segundo plano para a pessoa que analisa o currículo.”
Eliane aponta que esses programas devem ser citados somente se forem significativos para a área.
Primeiro emprego - “Por outro lado, se for ainda um currículo de um profissional com pouca experiência e bagagem acadêmica, mencionar os cursos de curta duração pode ser interessante, pois demonstra que o profissional se preocupa com seu aprimoramento”, explica.
A vendedora Simone Arantes, de 23 anos, por exemplo, conta que ao formular o seu currículo descreveu além da experiência – ela trabalha em lojas desde os 15 anos –, os cursos de curta duração na área. “Acho que os cursos me valorizaram de alguma maneira, porque eu ainda não faço faculdade.”